Faz muito tempo que não escrevo no blog. Estava com um pouco de falta de assunto. Mas aí aconteceu uma coisa que me fez parar para pensar e por consequência escrever. Michael Jackson morreu. Sim, esse post é sobre ele. Você deve estar se perguntando porque eu não escrevi antes, já que faz mais de uma semana que ele se foi. Eu não sei. Mas acho que não conseguiria. Estava realmente abalada. O que chorei nesses últimos dias é algo que é difícil descrever.
Assumo. Não era fã de Michael. Não fã, fanática mesmo. Talvez se eu fosse um pouco mais velha e tivesse visto os tempos de “Thriller” eu seria uma fã dele. Mas infelizmente só peguei a parte em que o julgavam e diziam o quando seu rosto era estranho. Lembro quando eu era mais nova de simpatizar com ele. Mesmo com seu rosto tão mudado. Ele me passava uma boa sensação. Eu gostava de Michael sem ter a noção de quem ele era.
E então, um dia eu estou em meu quarto, quando minha mãe me chama e diz: “Olha a manchete”.Na tv, imagens de um helicóptero e os dizeres: “Michael Jackson morre”. Quando eu terminei de ler, levei a mão à boca e disse: “Não!”. Mal sabia eu, o quando a morte dele iria me afetar. Depois disso, todos os lugares da tv, falavam somente dele. Mostravam imagens dele em seus clipes mais famosos. Em outros momentos uma multidão de fãs em lugares históricos (para Michael), dançando e chorando.
Coincidência ou não, eu entrei de férias. E então tinha a minha disposição todos os programas da tv sobre ele. Comecei a assistir. Vi durante o dia todo a programação especial da MTV sobre Michael. Clipes, (fantásticos, por sinal) Fãs chorando, homenagens por todo mundo, recordes batidos, sua vida polêmica... Fiquei sabendo de muita coisa. Seus cd’s estavam vendendo muito depois de sua morte.
No começo fiquei apática à situação. Eu nunca tinha visto o clipe “Thriller” inteiro, em seus 14 minutos. Quando vi, eu disse: “Porque só agora vejo isso?”
A primeira vez que chorei, foi assistindo o Globo Repórter sobre ele. Não segurei. Me surpreendi quando vi as lágrimas rolarem com tanta facilidade. Depois disso, comecei a baixar todas as suas músicas, seu vídeos, acompanhar as notícias, rezar por ele, e até sofrer como uma fã. O que Michael representou para a música é algo que não se pode descrever. Queria ter vivido na época em que lançaram Thriller. Queria ver Michael dançando o Moonwalk. Queria vê-lo no Brasil. Queria saber como é ver surgir um ídolo de tamanhas proporções. Mas mesmo não vendo o surgimento de um ídolo, um pop star, um rei, eu vi a saída de Michael para a entrada de um Mito.
O que se falou dele é algo que não se compara. Não teve um jornal que não dedicasse ao menos uma notícia sobre sua morte.
Tenho certeza de que os filhos que eu terei gostariam de estar vivos agora.
Pode ser que eu seja um pouco megalomaníaca. Admito que gosto daquilo que move multidões e cresce além dos limites.
É por isso que amo Michael. Não existe ninguém que ultrapassou tanto os limites como ele. Além da criatividade. Ele chegou ao ápice. Muitos podem tentar imitá-lo, fazer muito sucesso ou cantar suas músicas. Mas ninguém será como ele. Porque além de único ele foi o primeiro.
Quando era criança, achava que uma pessoa era realmente querida pela quantidade de pessoas que compareciam ao seu velório. Uma ideia estúpida talvez. Mas eu pensava assim. Hoje, tive a confirmação de que Michael era amado. O seu funeral foi transmitido aqui no Brasil pela tv aberta em 7 canais simultaneamente. Todas emissoras interromperam sua programação para transmitir a despedida ao Rei. Nem preciso dizer que chorei muito. Chorei quando vi o tamanho da estrutura que montaram para o “acontecimento”. Chorei quando cantaram as músicas dele. Mas os momentos mais emocionantes para mim foram quando uma mulher (que eu não me lembro o nome agora), comparou Michael ao Pequeno Príncipe. Quando ela começou a dizer uma parte do livro, eu não me segurei. Havia chorado lendo e chorei ouvindo. No final ela dizia. “Ele era tão frágil que um sopro poderia apagá-lo” Então ele não era o Rei do Pop. Ele era o Pequeno Príncipe. Outro momento em que chorei, foi quando a voz dele apareceu de fundo, dizendo frases de uma música. Ouvir a voz de Michael e ver o caixão dourado à frente eram duas coisas que não combinavam. Chorei quando seu irmão cantou sua música preferida. “Smile” composta por Charles Chaplin. Ele tinha uma voz bonita, a música tinha uma bela letra, e o mais emocionante foi vê-lo vacilar enquanto cantava. Foi triste também quando seu irmão foi ao fim falar algumas palavras e não conseguiu. Ele disse “Quem sabe assim eles te deixam em paz”. E chorou. E eu chorei. E o momento em que mais derramei lágrimas, foi quando sua filha, tão frágil e sincera, disse: “Eu só queria dizer que desde quando eu nasci, papai foi o melhor pai do mundo. Mas do que eu poderia desejar. E que eu te amo.”. Para uma menina de onze anos que deve ter crescido ouvindo que o pai era esquisito e louco, deve ter sido muito difícil falar aquilo. Derramei boas lágrimas, e solucei chorando um pouco mais.
O que fica para mim de Michael é toda a sua música, sua dança, seu sorriso. Gosto de ver os vídeos dele cantando, dançando e provando que ele nasceu para isso. Não me importo com as críticas, com quantas plásticas ele fez, com quanto ele gastava. O que importa é que eu nunca esquecerei desse dia, em que 2 bilhões de pessoas assistiram seu funeral. Nunca esquecerei de suas músicas e de seu jeito de dançar inconfundível. Nunca esquecerei do seu sorriso que para mim era a coisa mais linda do mundo. O que fica para mim era que sua alma era boa, e que ele só queria fazer o bem. Não importa a aparência que ele tenha hoje, ou que já teve quando era criança. Afinal, O essencial é invisível aos olhos.